Ryan Gosling e Emma Stone brilham em musical que ganhou o Globo de Ouro e é favorito para o Oscar. Filme de Damien Chazelle tem pré-estreias no Brasil neste quinta-feira (12).

 

Assista ao trailer de 'La la land: Cantando estações'

Você não gosta de musical, tem preconceito mesmo, acha bizarro aquela gente que, do nada, sai cantando no meio do filme e dançando coreografias com sorriso de propaganda e aí, justamente por isso, vai desprezar “La la land: Cantando estações”? Azar o seu. Mesmo quem não gosta do gênero terá de reconhecer que isso aqui vale a pena. Até porque será preciso toda a má vontade do mundo para não torcer pelo casal formado pelo Ryan Gosling e pela Emma Stone.

Assista, acima, ao trailer de 'La la land: Cantando estações'.

Cantando, eles nem são tudo isso. Mas pode apostar que os dois redefiniram o clichê de que “rolou uma química”. Subiram o nível. Não se sinta mal se, no fim de tudo, estiver torcendo para a vida imitar a arte e os astros repetirem na vida real aquele entendimento todo.

“Por que você diz ‘romântico’ como se fosse um palavrão?” A pergunta indignada feita pelo personagem do Ryan Gosling resume a ideia de “La la land”: uma tentativa bastante empenhada de redimir sentimentos e adjetivos usualmente considerados ridículos. Aqui, “nostálgico”, “ingênuo” e, sobretudo, “hollywoodiano” são indicativos de avaliação positiva e de dignidade – e não de imperfeição.

O plano parecia um equívoco: usar um gênero fora de moda (o musical) para celebrar a chamada “era de ouro de Hollywood” (preguiça) e, nas palavras do diretor e roteirista Damien Chazelle, retratar “sonhos” e “falar de paixão pela arte e paixão pelo amor, através da música e da dança”. Medo.

Mas “La la land”, apesar dos defeitos (detalhes a seguir), é bom. Justifica o status de campeão da atual temporada de premiações. Acabou de ganhar sete Globos de Ouro e é pré-favorito para o Oscar. É uma autocelebração de Hollywood que não existe para agradar só quem vota nos prêmios de Hollywood. 

 

Tanto falatório e estatueta fez o filme, que estava previsto para entrar em cartaz no Brasil em 19 de janeiro, ganhar sessões de pré-estreia a partir desta quinta-feira (12)

 

Saudosista

O resumo da história é o clichê dos clichês: garoto encontra garota. Emma Stone é uma aspirante a atriz que não passa em teste nenhum. Só chega perto da fama quando atende alguma estrela no café onde trabalha como atendente – o estabelecimento fica dentro de um estúdio de cinema. Uma sonhadora, né? Não, perdedora mesmo.

Já o Ryan Gosling é um pianista de jazz que só pensa em jazz e quer abrir um bar de jazz para salvar o jazz. Traduzindo: ele vive no passado – e do passado.

Os dois, então, se conhecem e, de fato, são impossivelmente fotogênicos juntos. “La la land” deve tudo ao carisma desta dupla. Ou quase, porque seu jovem diretor realmente não é fraco. Damien Chazelle, você se lembra, fez uma ótima estreia em “Whiplash – Em busca da perfeição” (2014), que ganhou três Oscar.

Agora, aos 31 anos, ele está melhor. O filme só parece ingênuo. Chazelle é detalhista e calculista. Às vezes, até cansa, mas no geral dá certo: o visual de “La la land”, muito colorido, não disfarça a mensagem e implora: “por favor, me veja no cinema, na maior tela possível e com o melhor som possível!”.

As referências onipresentes também estão ali para dizer que ninguém aqui é bobo: direta ou indiretamente, pelo nome ou não, são citados incontáveis astros e filmes antigos, como “Casablanca”, “Cantando na chuva”, “Juventude transviada” e até “A bela adormecida” (a animação de 1959).

Se tanto saudosismo não cansa, é porque “La la land” tem autoironia e usa o fato de se passar nos dias atuais para fazer piada. No meio de uma música "retrô-saudosista", aparece um toque de celular.

 

Falhas

"La la land" sofre do mal de toda obra que é apaixonada demais por si mesma. Na prática, significa que confia excessivamente na aparência e se esquece um pouco do conteúdo. Ou seja, o filme é melhor do que seu roteiro. Tem hora que falta motivação aos personagens, que muitas vezes parecem tomar as decisões apenas porque o roteiro mandou.

Exemplo: a pessoa sonha ser estrela de cinema, faz testes atrás de teste, e aí certo ela está no trabalho chato quando o alarme do celular, ela vai coferir e, uau!, tinha teste marcado mas ela esqueceu. Não faz nenhum sentido.

A elogiada cena de abertura é outra mostra do exibicionismo que seduz Chazelle. É um (aparente) plano-sequência com coreografia elaboradíssima, um monte de gente participando etc. Mas é um virtuosismo que tem muito de técnico e pouco de estético. É mais ginástica do que dança. Mais propaganda de refrigerante do que cinema.

Mas é injusto tomar "La la land" como sinônimo dessas acrobacias visuais. O filme vale nem que somente por duas cenas: a da festa na piscina, de chorar de rir (Ryan Gosling brilha muito ali, apesar de no geral a Emma Stone estar melhor), e a sequência final, trágica e romântica.

"La la land" pode ser ainda acusado de escapista ou alienado, em um momento que pede engamento (do que são prova os discursos do Globo de Ouro). Talvez isso atrapalhe na corrida pelo Oscar. Mas, se a estatueta vier, não será nem de longe um absurdo.

Quarta, 11 Janeiro 2017 13:41

Trump diz que relatório russo é falso

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Documento do serviço de inteligência russo teria informações para chantagear o presidente eleito dos Estados Unidos.

Russos têm relatório devastador contra Trump, diz imprensa dos EUA

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar nesta quarta-feira (11) a divulgação de um suposto documento que mostra que o serviço de inteligência russo tem informações comprometedoras contra ele.

Em um primeiro momento, o republicano afirma que o documento é falso, mas em um último post declara que relatório não poderia ter vazado e compara a maneira que está sendo tratado com o que acontecia na Alemanha nazista.

O relatório aponta que agentes russos disseram possuir informações dos órgãos da inteligência suficientes para chantagear Trump, a respeito de suas atividades sexuais "pervertidas" em Moscou, segundo informações divulgadas pela imprensa americana.

“Rússia disse que o não verificado documento pago por oponentes políticos é “uma completa e total fabricação, totalmente sem sentido”, afirmou em sua página no Twitter.

 

Relatório

O relatório indica que os russos têm vídeos do presidente eleito em orgias com prostitutas em hotéis na capital russa. As farras eram organizadas pelo serviço russo durante as constantes visitas de Trump ao país. Para atraí-lo para fazer essas viagens, eram oferecidos negócios relacionados especialmente com a Copa do Mundo de 2018, embora o presidente eleito teria rejeitado.

O documento indica também que Trump e seus assessores aceitavam regularmente informações coletadas pelo Kremlin, inclusive sobre o Partido Democrata e outros rivais políticos.

Segundo o relatório, o serviço de inteligência russo coletou por anos informações comprometedoras de Hillary Clinton, por meio de chamadas telefônicas interceptadas e conversas que ela teve em visitas à Rússia, controladas por um subordinado direto ao presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo a CNN, um resumo essas informações foi anexado ao relatório sobre a interferência russa na eleição de 2016, que foi apresentado a Trump por quatro chefes do serviço de inteligência americano na semana passada. O FBI está investigando a credibilidade e a precisão dessas alegações, que são baseadas primariamente em informações de fontes russas.

A sinopse foi incluída para demonstrar que a Rússia compilou informações potencialmente prejudiciais aos dois partidos políticos principais dos EUA, mas só divulgou informações negativas de Hillary Clinton e dos democratas.

A emissora afirma que tentou falar com integrantes da equipe de transição de Trump, mas eles não quiseram comentar.

 

Fonte: G1

No primeiro dia do ano, 56 detentos foram assassinados em um massacre. 

Ao todo, 184 presos conseguiram fugir de cadeias na capital.

Dezessete presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, devem ser transferidos para presídios federais, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). No primeiro dia do ano, 56 detentos foram assassinados em um massacre.

A Rede Amazônica registrou o momento em que diversos carros de polícia e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária passaram pela barreira na BR-174 (Manaus/Boa Vista), principal acesso à unidade prisional.

A rebelião que aconteceu no Compaj durou mais de 17 horas e foi considerado pelo secretário como "o maior massacre do sistema prisional" do Estado. Foram 56 presos mortos no 1º deste ano. Na tarde de segunda (2), outros quatro presos morreram na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Leste de Manaus. Uma semana depois, um novo motim matou mais quatro presos na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa.

Ao todo, 184 presos conseguiram fugir de cadeias na capital, 73 foram localizados, segundo o último balanço divulgado na terça-feira (10).

A polícia do Amazonas apontou sete presos como líderes do massacre. Documentos o Ministério Público Federal (MPF) dizem que estes líderes têm estreita relação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc.

Segundo o MPF, os traficantes brasileiros teriam comprado pistolas, fuzis e submetralhadoras do mesmo fornecedor de armas do grupo de guerrilha colombiano.Diversos relatórios elaborados antes da rebelião já apontavam risco iminente no presídio de Manaus. Um texto do setor de inteligência da Secretaria de Segurança alertava para um plano de fuga no regime fechado do Compaj. Além disso, apontava que oito armas de fogo tinham entrado no presídio na semana anterior ao Natal por meio de visitantes e com o ajuda de agentes.

Documentos emitidos pela administradora do presídio, a Umanizzare, alertava para o risco de se permitir visitas no fum do ano aos presos. O governo estadual havia permitido que cada um dos mais de 1,2 mil presos pudessem receber ao menos um acompanhante no Natal e no Ano Novo. No dia 27 de dezembro, quatro dias antes da rebelião, a empresa ainda pediu providências imediatas porque, no dia 24, com autorização da secretaria do governo, os horários de visitas não foram respeitados, o que prejudicou a revista de celas e a contagem de presos.

O secretário justificou a autorização, dizendo que se tratava de 'humanização'.

 

Fonte: G1

Em despedida, Obama incentiva americanos a participar ativamente da democracia


Presidente dos EUA fez em Chicago seu último discurso oficial, dez dias antes de transmitir cargo a Donald Trump. Ele se emocionou ao falar da família e do vice, Joe Biden.

Em um tom positivo e recorrendo a seu antigo slogan de campanha, Barack Obama se despediu do povo americano na noite desta terça (10) em seu último discurso oficial como presidente. "Sim, nós podemos. E nós fizemos", disse, após enumerar avanços alcançados em seus dois mandatos.

A dez dias de entregar a presidência a Donald Trump, ele falou durante 54 minutos para um público de 20 mil pessoas no McCormick Place, em Chicago, em discurso transmitido ao vivo pela TV.

 

Obama emociona em discurso de despedida e se declara à Michelle

Aos gritos de "fique", o presidente foi bastante aplaudido e abriu o pronunciamento com um agradecimento. “Hoje é minha vez de dizer obrigado. Todos os dias, aprendi com vocês. Vocês fizeram de mim um presidente melhor e fizeram de mim um homem melhor.”

Enumerando índices positivos de criação de empregos e redução de pobreza, além de avanços internacionais, como o acordo nuclear com o Irã, Obama disse que seria difícil acreditar que tudo isso um dia seria realizado. "Mas foi isso que fizemos", ressaltou.

Conforme haviam adiantado seus assessores, o tom do discurso foi basicamente otimista. "Nossa juventude e disposição, nossa diversidade e abertura, nossa incansável capacidade de arriscar e reinventar significam que o futuro deve ser nosso", disse.

"A mudança apenas acontece quando pessoas comuns se envolvem, se comprometem e se unem para exigi-la. Nossa democracia não irá funcionar sem a noção de que todos tenham oportunidades."

O presidente falou ainda sobre a democracia nos EUA e reforçou a importância da união. Vaias foram ouvidas quando ele falou sobre a transferência do poder em dez dias, mas, cortando os protestos, Obama destacou que o processo eleitoral faz parte da democracia e que a transição será pacífica, assim como quando George W. Bush entregou o cargo a ele há oito anos.

Igualdade racial

A questão racial também teve destaque, com o presidente dizendo que ela "permanece uma força potente e muitas vezes divisiva em nossa sociedade". Ele incluiu ainda a questão da imigração em sua fala. "Se não estivermos dispostos a investir nos filhos de imigrantes... diminuímos os prospectos de nossos próprios filhos."

"Avançando, temos que apoiar leis contra a discriminação – em contratações, em moradias, na educação e no sistema judiciário e criminal", acrescentou.

"Todos nós temos que nos esforçar mais e partir da premissa de que cada um de nossos colegas cidadãos ama este país tanto quanto nós. Para muitos, se tornou mais seguro se recolher dentro de suas próprias bolhas, cercados por pessoas com quem se parecem", alertou. Mais adiante, ele também deixou claro que é preciso rejeitar a discriminação a muçulmanos, afirmando que isso depõe contra os verdadeiros valores da América.

Ao falar sobre a diversidade cultural do país, o presidente fez um apelo para que as pessoas se coloquem no lugar das outras. E citou um famoso livro de Harper Lee, "O Sol é Para Todos", que trata da discriminação racial no Sul dos EUA. Nele, um dos personagens diz: "Você nunca realmente entende uma pessoa até que você considere as coisas do ponto de vista dela ... até que você entre em sua pele e ande com ela por aí. "

Obama ressaltou ainda a importância de notícias "reais" e de apoiar e confiar na ciência, citando avanços no combate ao aquecimento global e defendendo o Acordo de Paris, assunto no qual tem grandes discordâncias com o presidente eleito.

"Sem ações corajosas, nossos filhos não terão tempo para debater as mudanças climáticas. Eles estarão ocupados lidando com seus efeitos."

Ao falar sobre terrorismo e segurança, o presidente lembrou que nenhum grande ataque foi cometido nos EUA nos últimos oito anos, embora tenha recordado atos cometidos por indivíduos radicalizados, como em San Bernardino e Orlando e admitido que este é um assunto que requer atenção prioritária.

Ele destacou ainda que a coalizão liderada pelos Estados Unidos atingiu os principais líderes do Estado Islâmico e reconquistou cerca de metade dos territórios que eles haviam tomado.

A parte final do discurso foi dedicada à democracia, com o alerta de que "nossa democracia é ameaçada a cada vez que nós a damos por certo. Todos nós, independente do partido, devemos nos atirar na tarefa de reconstruir nossas instituições democráticas... E quando as taxas de voto estão entre as mais baixas entre as democracias avançadas, deveríamos tornar mais fácil votar, e não mais difícil".

O presidente também incentivou os cidadãos a participarem mais ativamente da vida pública. "A América não é uma coisa frágil. Mas os ganhos de nossa longa jornada até a liberdade não estão assegurados", disse.

"Apesar de todas as nossas diferenças externas, nós, na verdade, dividimos todos o mesmo título orgulhoso: cidadãos. Nossa democracia precisa de vocês. Não apenas quando há uma eleição, mas durante toda a sua vida."

Emocionado, Obama chegou a enxugar os olhos ao falar de sua mulher, Michelle Obama, e de suas filhas, Malia e Sasha. O público aplaudiu de pé os elogios dele à família. "Michelle, eu tenho orgulho de você e o país tem orgulho de você... e Malia e Sasha, de tudo o que já fiz em minha vida, meu maior orgulho é ser o pai de vocês", disse, visivelmente comovido.

O público também se levantou e reagiu com entusiasmo às palavras de Obama a seu vice, Joe Biden. "O determinado garoto de Scranton que se tornou o filho favorito de Delaware: você foi minha primeira escolha como candidato e a melhor. Não apenas porque você foi um grande vice-presidente, mas porque, no processo, eu ganhei um irmão".

Toda a equipe de seu governo também foi homenageada, e por meio dela Obama se referiu a todos os americanos que o apoiaram nos últimos oito anos. "A todos os americanos que viveram e respiraram o trabalho duro da mudança: vocês são os melhores apoiadores e organizadores que alguém poderia desejar".

Encerrando sua fala, Obama recorreu ao slogan de sua primeira campanha, em 2008, e concluiu: "Sim, nós podemos. E nós fizemos. Sim, nós podemos".

Ao decidir falar em Chicago, Obama quebrou uma tradição de seus antecessores, que discursaram em suas despedidas na própria Casa Branca. Ao justificar a escolha do lugar, ele lembrou que foi em Chicago que fortaleceu sua carreira política, além de ter sido a cidade onde conheceu sua mulher e onde nasceram as filhas do casal.

Segundo a CNN, Obama escreveu pessoalmente seu discurso, com a ajuda de seu principal redator, Cody Keenan. O presidente ditou suas ideias e fez anotações nos rascunhos de Keenan. O texto final foi aprovado após pelo menos quatro rascunhos, ainda de acordo com a emissora.

 

 

Fonte: G1

O Oscar de melhor canção de 2015 deve ser um prêmio de consolação para filmes elogiados, mas que tiveram menos indicações do que mereciam. Quatro das cinco músicas indicadas são a única chance de estatueta ao seu filme. "Uma aventura lego" e "Mesmo se nada mais der certo" estão na lista. Apenas "Selma" tem outra indicação, a melhor longa. Mesmo assim, também é visto como "injustiçado", justamente por ter a menção ao prêmio principal, mas não em outras categorias como direção, para Ava DuVernay.

Outra marca comum das cinco indicadas é a mão de compositores veteranos. A Academia de Hollywood deixou de lado a novata Lorde, que era cotada ao prêmio por "Yellow flicker beat", de "Jogos Vorazes", e só indicou autores experientes. Alguns "hitmakers" cantam a própria composição (Glen Campbell,John Legend). Outros entregam a terceiros. O ex-New Radicals Gregg Alexander deu a bela balada "Lost stars" para Adam Levine, do Maroon 5.

Saiba mais e ouça as músicas indicadas ao Oscar 2015:

Protesto: 'Glory', de John Legend e Common ('Selma')

Vencedor de nove prêmios Grammy, John Legend é a atração no palco da cerimônia. Ele dedica a música "All of me" à sua mulher. (Foto: Mario Anzuoni/Reuters)

John Legend (Foto: Mario Anzuoni/Reuters)

A canção de protesto é apontada como favorita até agora ao Oscar por críticos. A faixa foi composta e interpretada pelo cantor de r&b John Legend e o rapper Common. É claro que a letra cita o personagem principal do filme, o ativista Martin Luther King. Mas eles também fazem menção aos protestos recentes em Ferguson, que revitalizaram a luta por igualdade racial nos EUA. "Glory" já venceu o Globo de Ouro. O momento da premiação foi o mais citado no Twitter por motivo peculiar: a estranha cara de choro da modelo Chrissy Teigen, esposa de John Legend, ao ser filmada. Se ganhar o Oscar, vai ser um olho no Legend e outro na Teigen. OUÇA A MÚSICA.

 

 

 

 

Humor indie: 'Everything is awesome', de Shawn Patterson ('Uma aventura Lego')

Tegan and Sara (Foto: Divulgação)

Debochada, a música é o patinho bobo no meio das outras quatro concorrentes, cheias de pompas e drama. O compositor é o pouco conhecido americano Shawn Patterson, de 49 anos. Seu discreto currículo tem foco em trilhas de animações, como das séries de TV "Alvin & the Chipmunks" e "Frango robô". Os intérpretes são a dupla canadense de indie pop Tegan & Sara e o trio de cantores comediantes The Lonely Island. Eles já foram premiados com uma música mais cheia de besteiras. "Dick in a box", com Justin Timberlake no "Saturday Night Live", levou Emmy em 2007. VEJA LETRA E OUÇA.

 

 

 

 

 

 

 

Balada: 'Lost stars', Gregg Alexander e Danielle Brisebois ('Mesmo se nada der certo')


Adam Levine, da banda Maroon 5, que tocou no sexto dia do Rock in Rio, também deixou à mostra suas tatuagens nos braços. (Foto: Felipe Dana/AP)

Adam Levine (Foto: Felipe Dana/AP)

A história de "Lost stars" começa em 1998, quando o músico Gregg Alexander se tornou um fenômeno ao liderar o grupo New Radicals, estourar o single "You get what you give" e... despontar para o anonimato. Uma verdadeira "estrela perdida", ele diz ter se decepcionado com a indústria musical. O músico ficou apenas compondo nos bastidores, algumas vezes com pseudônimos. Chegou a ganhar um Grammy em 2002, com "The game of love", com Santana. Até que Bono, do U2,  amigo do diretor irlandês John Carney, teve a ideia de apresentá-lo a Gregg Alexander. O resultado foi a balada cantada por Adam Levine, do Maroon 5, em "Mesmo se nada mais der certo". VEJA LETRA E OUÇA.

 

 

 

 

Despedida: "I'm not gonna miss you", de Glen Campbell e Julian Raymond ("Glen Campbell…I'll be me")

O guitarrista Glen Campbell faz seu primeiro show após anunciar que sofre do mal de Alzheimder (Foto: AP)

O guitarrista Glen Campbell (Foto: AP)

Difícil haver uma história tão comovente para uma música indicada ao Oscar como a de "I'm not gonna miss you", de Glen Campbell. E nem se trata de roteiro de ficção, mas de documentário. A música foi composta por Glen para o filme sobre sua própria vida. Em 2011, ele foi diagnosticado com Alzheimer, e desde então fez uma turnê de despedida. Sua esposa, Kim, deixou claro que o anúncio da doença foi feito para que os fãs não os vissem confuso no palco e pensassem que ele "estava bêbado". Na letra de "I'm not gonna miss you", há uma tocante e otimista intepretação da doença: pelo menos, ao se esquecer das coisas, não vai sentir saudade de sua mulher. De arrepiar. OUÇA A MÚSICA.

 







Sétima tentativa: "Grateful", de Diane Warren ("Além das luzes")

Diane Warren, candidata a Melhor música, chega à cerimônia do Globo de Ouro (Foto: AP)

Diane Warren (Foto: AP)

Você pode não conhecer o rosto de Diane Warren. Mas com certeza já ouviu uma de suas sete músicas indicadas ao Oscar. São da autora de 58 anos "I don't want to miss a thing", com o Aerosmith, para a trilha de "Armageddon",  "Nothing's Gonna Stop Us Now", com o Starship, para "Manequim" e "Because you loved me", com Céline Dion, para "Íntimo & Pessoal". Mesmo com tantos hits, ela não ganhou um Oscar nas seis indicações anteriores. Será que a novata britânica Rita Ora vai dar mais sorte? VEJA LETRA E OUÇA.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:G1

O Fantástico entra no ar com a história de Marco Archer Moreira, um traficante brasileiro, condenado à morte, diante das leis e costumes da Indonésia.

A imprensa australiana divulgou uma cena, que é de um procedimento burocrático. Ela mostra um preso sendo chamado e informado sobre o processo dele. O que a cena fria não revela, mas qualquer um pode imaginar, é a angústia de um homem que teme ouvir: "Chegou a hora de morrer".

O trajeto até a ilha onde aconteceram as execuções deste sábado (17) é por uma estrada bastante estreita, cercada por campos de arroz. No transporte escolar, os alunos se amontoam no teto do ônibus.

O caminho de Marco Archer até à Indonésia começou em 2003. Os alertas estão em qualquer voo para a Indonésia. Nos cartões de imigração preenchidos por quem chega, letras grandes e vermelhas avisam: "Pena de morte para traficantes de drogas".

Em agosto de 2003, ele chegou de avião à capital Jacarta e desembarcou com 13,4 quilos de cocaína escondidos na armação de uma asa delta. Foi descoberto, preso e, em 2004, condenado à morte.

“Ele vivia aprontando. Foi expulso de várias celas.”, conta o músico Rogério Paez.

Por causa de um cigarro de haxixe, o músico Rogério Paez conviveu durante seis anos com Marco Archer em uma prisão Indonésia.

“Eu era um peixinho desse tamanho, o Marcos era um peixinho desse tamanho. Era só mega traficante chinês, nigeriano. Você olhava para o lado e eles te roubavam”, conta Rogério.

Rogério foi solto em 2011. “Quando eu tive que soltar ele dos meus braços para ir embora, a expressão dos olhos dele de ‘Rogerinho está indo embora’ foi uma cena que jamais vou esquecer”, lembra.

Durante dez anos, Marco acreditou que a pena seria suspensa.

O produtor e diretor de cinema Marcos Prado trabalha em um documentário que seria sobre a volta por cima de Marco Archer depois da prisão por tráfico. “Eu acreditava - tanto eu, quanto ele, quantos os amigos - que ele seria solto. Então eu conseguiria fazer um documentário que contasse um pouco da vida dele, essa experiência no presídio, essa experiência dramática de estar condenado a morte e conseguir sair”, afirma.

Mas em outubro de 2014, a mudança de governo na Indonésia selou o destino do brasileiro. O novo presidente, Joko Widodo, tinha prometido na campanha eleitoral aumentar a repressão ao tráfico.

A execução de Marco e de outros cinco traficantes foi marcada para o fim de semana.

A ilha de Nusakambangan é um paraíso ecológico que abriga quatro presídios, distante 400 quilômetros da capital.

Imagens de arquivo, antigas, da televisão da Indonésia mostram o local onde os condenados passam as últimas horas e. Em dias de execução, a movimentação em Nusakambangan não é de turistas, como costuma ser em fins de semana comuns.

Neste sábado, a todo momento saiam do porto parentes que estavam na ilha visitando os homens que serão executados. Em uma roda de jornalistas estava uma mulher, a esposa de um dos homens. Ela estava lendo a última carta do marido nigeriano, em que ele se queixa de que ninguém o ouvia. A mulher chorava durante a leitura.

Quando a equipe do Fantástico perguntou ao advogado do nigeriano se ele viu Marco Archer na prisão da ilha, ele diz que sim, que Marco ‘às vezes parecia nervoso, em outras ficava em choque, deitado’.

Perto da hora marcada, as balsas que partem para a ilha levam médicos e policiais. Faltava pouco. Quase sempre, as execuções acontecem à noite.

O condenado é acordado e levado para o local secreto onde será morto. Ele pode escolher se vai ficar em pé, sentado ou deitado. E também se quer ser vendado, encapuzado ou ficar de olhos abertos.

O chefe da brigada da polícia comanda um esquadrão com 12 soldados armados com rifles. Esses soldados, normalmente, são homens solteiros e sem filhos. Eles se posicionam a uma distância de cinco a dez metros do preso.

Os 12 atiram, ao mesmo tempo, no peito do condenado, mas apenas duas armas estão carregadas com balas de verdade. As outras armas estão com balas de festim, balas falsas, assim os soldados não sabem quem matou o condenado.

Se depois de levar dois tiros no peito, o condenado mesmo assim sobreviver, o chefe da brigada dá o tiro de misericórdia na cabeça.

“A minha vida não pode acabar dessa maneira. Uma maneira dramática, sendo fuzilado aqui na Indonésia”, disse Marcos em um telefonema.

Marco Archer Moreira morreu na Indonésia às 00h30, 15h30 de sábado, no horário de Brasília. De madrugada, o corpo dele chegou ao crematório.

As cinzas serão levadas pela tia dele para o Brasil. Muito abalada, ela não quis gravar entrevista.

Uma pessoa da família ou um representante precisa acompanhar a execução para reconhecer o corpo. Quem fez esse trabalho foi a vice-cônsul do Brasil em Jacarta, Ana Carmen Caldas. A pedido da tia de Archer, ela não quis comentar se houve um último desejo feito pelo brasileiro. Disse apenas que não ouviu choro ou desespero de nenhum condenado. E que no momento da execução havia um grande silêncio, quebrado depois pelo som dos tiros.

O plano do governo Widodo é executar cinco traficantes por mês. O governo indonésio pediu respeito às leis do país.

“O que nós estamos vendo é um crescente repúdio da comunidade internacional à adoção da pena de morte. Se deve sempre levar em consideração que a soberania não é um conceito absoluto, ela dialoga com os tratados internacionais, com os princípios acordados por diferentes pactos em relação aos direitos humanos”, afirma o diretor executivo da Anistia Internacional Átila Roque.

O mesmo governo que executa traficantes pede clemência para uma mulher indonésia condenada à morte por homicídio na Arábia Saudita. “É claro que isso é uma gritante contradição. Uma outra questão, no caso da Indonésia em particular, que vale a pena chamar a atenção, é que crimes muito mais graves na Indonésia, como atentados que mataram dezenas de pessoas, as pessoas responsáveis por esses atos foram condenadas a 20 anos, 20 e poucos anos de prisão, e não à morte”, ressalta Átila Roque.

O embaixador brasileiro na Indonésia, Paulo Alberto da Silveira Soares, foi chamado pelo Itamaraty, um sinal de insatisfação no meio diplomático. “Os parentes e membros da embaixada que estavam lá, dos outros países também, foi um tratamento incorreto, deselegante, impaciente, lá na prisão ontem”, afirma.

O governo da Holanda também convocou o seu embaixador.

“Esgotamos todo os mecanismos possíveis de assistência consular. Então, o desrespeito ao governo brasileiro na situação hoje parece grave”, ressalta Paulo Alberto da Silveira Soares.

No meio da crise entre os dois países, outro traficante brasileiro também está no corredor da morte. O paranaense Rodrigo Gularte, hoje com 43 anos, foi preso em julho de 2004 no aeroporto de Jacarta. Ele estava a caminho de Bali. Em uma entrevista gravada há cinco anos, e ainda inédita, a mãe de Rodrigo recorda como foi a despedida antes daquela viagem.

“Parece que ele estava prevendo alguma coisa. Na hora que eu fui levá-lo no aeroporto ainda, a última imagem que eu tenho dele, ele me abraçou muito e disse: ‘Mãe, eu te amo’. E na hora que ele foi assim, ele ainda me abanou e disse: ‘Mãe, não esqueça que eu te amo muito’”, contou Clarisse Gularte, mãe do paranaense.

Rodrigo levava seis quilos de cocaína escondidos em oito pranchas de surfe. Assumiu o crime e foi condenado à morte. Segundo a embaixada brasileira, a informação das autoridades da Indonésia é de que a execução pode acontecer nos próximos dois meses.

“Ele não tirou a vida de ninguém, e a gente torce para que ninguém tire a vida dele”, diz o amigo de Rodrigo Bernardo Guiss Filho.

A morte de Marco Archer aumentou a preocupação da família de Rodrigo, mas não tirou a esperança. Uma prima dele foi a Jacarta neste sábado na tentativa de visitá-lo na prisão e de pedir, mais uma vez, para que ele não seja executado. O segundo e último pedido de clemência para Rodrigo Gularte ainda não foi respondido pelo presidente da Indonésia.

Desde que Rodrigo foi preso, há mais de dez anos, a mãe dele, a Clarisse, já esteve oito vezes na Indonésia para visitar o filho na prisão e também na esperança de que ele ganhasse a autorização para retornar ao Brasil e poder cumprir a pena aqui.

Fantástico: A senhora esteve a última vez na Indonésia quando, dona Clarisse?

Clarisse Gularte: Em agosto.

Fantástico: E nessa última vez, vocês perceberam que ele estava diferente?

Clarisse Gularte: Não, essa última vez já foi um susto, porque a gente já tinha sabido, aqui no Brasil, que ele não estava bem de saúde. Mas sempre há aquela esperança, não, isso não é nada. Mas quando nós chegamos lá já disseram que ele estava na enfermaria.

Segundo a mãe, Rodrigo recebeu na prisão um diagnóstico de esquizofrenia, doença mental que provoca alucinações. De acordo com a embaixada brasileira, nesta segunda-feira (19) Rodrigo será examinado mais uma vez por um psicólogo na prisão.

“O objetivo é de transferi-lo da prisão para um hospital psiquiátrico, para que ele receba o tratamento adequado e para que ele possa, porque senão fica cada vez mais difícil. Eu reconheço que o Rodrigo errou, reconheço, mas acho que também a pena de morte... Não é um crime tão grave assim que ele fez. E ele está há mais de dez anos, eu acho que ele já pagou o suficiente. Então vamos nos apegar a isso, à esperança”, diz Clarisse Gularte.

 

Fonte: G1

O papa Francisco partiu nesta segunda-feira (19) das Filipinas rumo a Roma após uma visita de cinco dias ao país que terminou no domingo com uma missa em Manila, da qual participaram entre seis e sete milhões de pessoas, qualificado como o maior evento papal da história.

O pontífice foi hoje de novo recebido por centenas de milhares de filipinos, que foram para às ruas para acompanhá-lo no caminho desde a Nunciatura do Vaticano em Manila, onde ficou hospedado, até a base aérea de Villamor.

Também foram se despedir do papa o presidente das Filipinas, Benigno Aquino III, e o arcebispo de Manila, Luis Antonio Tagle, junto com vários oficiais do Governo.

Antes de partir, várias crianças, que foram os grandes protagonistas da visita papal, voltaram a dar o toque de festa ao evento e dedicaram a ele uma dança.

Finalmente, o avião papal, no qual viajam além disso 77 jornalistas internacionais que acompanharam a visita do papa, decolou da base aérea às 10h12 (horário local, 0h12 minutos em Brasília).

Do Uol

 

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, anunciou nesta sexta-feira que a presidente Dilma Rousseff vai entregar a taça à seleção campeã da Copa do Mundo de 2014 após a final do torneio, no dia 13 de julho, no Maracanã. Segundo Valcke, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e representantes da federação de futebol campeã também participarão da cerimônia de entrega do troféu.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, confirmou a presença da presidente na cerimônia de entrega da taça.

Valcke e Rebelo falaram sobre o assunto em entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta-feira, no Maracanã, estádio que será palco da final. O secretário da Fifa ressaltou que a cerimônia do Mundial do Brasil seguirá os moldes adotados em outras Copas do Mundo já realizadas em outros países.

Rebelo complementou e disse que nunca esteve em xeque a presença de Dilma na final da Copa do Mundo. "A presidente vai cumprir o protocolo combinado. A decisão já estava tomada", disse o ministro. "Houve uma dúvida sobre a presença dela em outros jogos. A agenda da presidente não permitiu que ela acompanhasse mais partidas da Copa."

O ministro disse também que Dilma não irá fazer um discurso na final. Na abertura da Copa das Confederações, no ano passado, ela falou ao público e foi vaiada. Na abertura desta Copa do Mundo, Dilma também foi hostilizada pela torcida presente no Itaquerão, em São Paulo.

O secretário da Fifa ainda ressaltou que a taça da Copa não será entregue por Gisele Bundchen e o ex-jogador Puyol. Valcke afrmou que os dois serão responsáveis por trazer o troféu da Copa até o Maracanã.

A decisão está marcada para o dia 13 de julho, em um domingo.

Fonte: do Uol, Copa. Por Rodrigo Mattos e Vinicius Konchinski

Link: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/27/fifa-anuncia-que-dilma-vai-entregar-taca-a-campeoes-da-copa-do-mundo.htm#fotoNav=17

Heptacampeão da F-1 saiu do coma, deixou hospital na França e foi transferido para outro na Suíça, país onde mora, para nova etapa do processo de recuperação

 

Do Globo Esporte

 

Apesar da porta-voz de Michael Schumacher, Sabine Kehm, não querer informar para onde o alemão foi transferido após deixar o hospital de Grenoble, na França, o Centro Hospitalar Universitário de Vaudois, em Lausanne, na Suíça, confirmou nesta segunda-feira que o heptacampeão mundial de Fórmula 1 deu entrada no local nesta segunda-feira. A chegada do ex-piloto já causou movimentação da imprensa e nesta manhã já há jornalistas, fotógrafos e caminhões de satélite no local.

- Ele está aqui, chegou esta manhã – declarou o porta-voz do hospital, Darcy Christen, à agência internacional, Reuters.

Caminhão de satélite já está em frente a hospital suíço onde Michael Schumacher deu entrada nesta segunda-feira (Foto: Reuters)Caminhão de satélite já está em frente a hospital suíço onde Michael Schumacher deu entrada nesta segunda-feira (Foto: Reuters)

 

Mais cedo, Sabine havia anunciado que o piloto estava fora do coma e tinha deixado o hospital em Grenbole, onde estava internado há quase seis meses, desde o gravíssimo acidente de esqui, no dia 29 de dezembro de 2013, na estação de Méribel. Schumi foi transferido para a suíça para ficar mais próximo da residência da família. Eles moram em Lake Geneva, uma cidade entre Lausanne e Genebra. Apesar de confirmar a chegada do heptacampeão, o assessor do hospital suíço se negou a comentar em que tipo de instalação hospitalar Schumi seguirá sua recuperação, alegando questões de sigilo médico e privacidade da família. Em Lausanne, ele será submetido a uma nova etapa de seu longo processo de recuperação.

Fonte: Globo Esporte, em Lausanne, na Suíça. Link: http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2014/06/hospital-suico-confirma-entrada-de-schumacher-chegou-nesta-manha.html#atleta-michael-schumacher

Da Revista Crescer

 

Diante de grande polêmica, o plenário do Senado aprovou nesta quarta (4) o projeto de lei que pune famílias que usem violência física na educação dos filhos. Conhecida como Lei da Palmada, o projeto foi aprovado mais cedo na Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Casa.

A proposta segue para análise da presidenta Dilma Rousseff, que terá até 15 dias úteis para vetar eventuais trechos ou sancionar integralmente o texto.

O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e prevê que eles sejam educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante. O texto define castigo como a “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento físico ou lesão à criança ou ao adolescente”.  Já o tratamento cruel ou degradante é definido como “conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente”.

A apresentadora Xuxa cumprimenta o senador José Sarney após aprovação da Lei da Palmada (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A sessão foi acompanhada pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, e pela apresentadora Xuxa Meneghel, que acompanhou a tramitação da matéria e comemorou a aprovação. Ela defendeu o texto aprovado e negou que a lei vá punir pais que queiram educar os filhos. “As pessoas entenderam que não se trata de querer prender quem quer o educar o filho. É mostrar que se pode educar, se deve educar sem violência. Ninguém vai ser preso por dar uma palmada como estão querendo dizer. Mas talvez um dia as pessoas vão entender que nem essa palmada é necessária, que se pode conversar”, disse a apresentadora.

Contrário ao projeto, o senador Magno Malta (PR-ES) tentou adiar a votação com pedido de vistas de cinco dias na CDH, mas não conseguiu. Ele criticou o texto por considerar que ele deixa os pais vulneráveis a denúncias caluniosas ou a brigas de família que levem a acusações falsas.

Apesar de os senadores favoráveis à matéria garantirem que não se trata de legislação criminal, o texto prevê punições aos pais que insistirem em castigar fisicamente os filhos, como advertência, encaminhamento para tratamento psicológico e cursos de orientação, entre outras sanções. Os conselhos tutelares serão responsáveis por receber denúncias e aplicar as sanções.

O projeto recebeu no Senado o nome de Lei Menino Bernardo, em homenagem ao garoto morto pelo pai e pela madrasta recentemente no Rio Grande do Sul. No fim, a matéria foi aprovada sem alterações em relação ao texto enviado pela Câmara dos Deputados.

Fonte: da Revista Crescer com Agência Brasil. Link: http://revistacrescer.globo.com/Familia/Rotina/noticia/2014/06/lei-da-palmada-e-aprovada-no-senado-sem-alteracoes.html?folder_id=171

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