Terça, 17 Dezembro 2013 19:17

Fim de ano sem estresse

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Da Revista Seleções, por Lisa Fields

 

Se você está se sentindo meio assoberbado este mês, não é à toa. De acordo com um estudo norte-americano, 80% das pessoas ficam na expectativa de uma temporada de festas estressante.

 

“O problema é o efeito cumulativo”, diz Daniel L. Kirsch, Ph.D. e presidente do Instituto Americano do Estresse. “Todos fazem mais coisas estressantes como viajar, gastar dinheiro na compra de presentes e passar mais tempo em companhia de familiares distantes.”

 

 

Médicos e pesquisadores ensinam os outros a administrar o estresse, mas que estratégias usam em suas vidas? Aqui, especialistas revelam o que fazem para desestressar:

 

1 Coma melhor:  Muita gente sobrecarregada pelo estresse come em excesso para se sentir melhor. Por quê? “É a necessidade psicológica de tentar equilibrar, com algo positivo, as frustrações”, diz Brian Wansink, Ph.D., psicólogo alimentar. “Não é fome. Você precisa sentir que está se mimando.” Em seu laboratório de pesquisa alimentar, Wansink descobriu que quem adora lanchinhos e come um quarto da quantidade costumeira, e em seguida se distrai, sente-se igualmente satisfeito e até mais feliz depois de 15 minutos do que quem comeu a porção toda. É um truque que Wansink pratica em casa. “Eu me sirvo de um quarto do que realmente quero e depois retorno um telefonema ou arrumo a gaveta das meias”, diz ele. “O estômago não se lembra de quanto comemos. Ele sabe que você queria chocolate e lhe deu chocolate.”

 

2 Mude o ponto de vista:  Ser positivo em relação a uma situação estressante ajuda a suportá-la com menos esforço. “Pessoas felizes têm probabilidade maior de usar estratégias mais eficazes para lidar com o estresse”, diz Sonja Lyubomirsky, Ph.D., escritora e pesquisadora da felicidade da Universidade da Califórnia. “Quando têm um prazo importante a cumprir, em vez de perguntar: ‘Como é que eu vou dar conta?’, elas dizem: ‘Esse é um desafio e tanto!’” Se tem dificuldade para mudar seu ponto de vista, pergunte a si mesmo se aquilo terá importância dali a um ano. “Tenho quatro filhos, e certa vez a máquina de lavar enguiçou”, diz Sonja. “Não podíamos lavar roupa, e o técnico não podia vir na hora, mas eu sabia que dali a um ano tudo aquilo seria esquecido. Alterar a perspectiva gera menos estresse.”

 

3 Não deixe de dormir:  Há biscoitos a assar e presentes a embrulhar e você vai dormir mais tarde. Mas ficar acordado o deixa suscetível ao estresse. “Quem não dorme o suficiente tem mais dificuldade de lidar com o estresse”, diz o Dr. Joseph M. Ojile, da diretoria da Fundação Nacional do Sono e fundador do Clayton Sleep Institute, em Saint Louis. “O sono tem um valor restaurador que não pode ser substituído.” Ojile lembra que, anos atrás, ele se sentia cronicamente sonolento até se treinar para dormir cedo. “Eu ficava mais irritado e era menos tolerante”, diz ele. “Vivia dizendo a mim mesmo: ‘Não se esqueça de ser gentil.’ Quando um colega de trabalho diz: ‘Não dormi nada ontem à noite’, notamos que ele fica mais irritado e tem uma reação anormal a um nível baixo de estresse.”

 

4 Controle a situação estressante:  Na vida selvagem, o estresse ajuda os animais a sobreviver a situações que fogem a seu controle, como quando um leão os persegue. A pressão arterial dispara e eles têm um surto de adrenalina que os ajuda a fugir. Quando passam pelo estresse, os seres humanos raramente precisam fugir, mas o corpo tem a mesma reação. Com o tempo, as flutuações repetidas da pressão e do nível de adrenalina podem provocar hipertensão, diabetes, ansiedade e depressão, segundo Robert Sapolsky, Ph.D. e professor de neurologia da Universidade Stanford . Assumir o controle de um aspecto do estresse ajuda a torná-lo menos árduo. Sapolsky se sentiu impotente quando o pai estava à beira da morte anos atrás, mas diz que achou útil usar o problema de saúde do pai como exemplo para os alunos e “transformar os estressores psicológicos em aulas tediosas na parte controlada e previsível do meu mundo”.

 

5 Afaste-se da dramaticidade:  Em reuniões de família, muita gente regride aos papéis familiares da infância, o que pode fazer com que até gente feliz e bem-sucedida se sinta insegura e estressada. “Aqueles sentimentos antigos são reacendidos pela mesma casa, as mesmas pessoas, a mesma comida”, diz a psicóloga, escritora e Ph.D. Pauline Wallin. “Meu pai sempre insistiu em me dar conselhos, e não gosto que me digam o que fazer. Quando eu estava com 40 anos, ele sugeria alguma coisa e eu ainda reagia: ‘Por que tenho de fazer tudo o que você diz?’” Se a situação ficar tensa, vá ajudar na cozinha ou respire fundo algumas vezes no banheiro para se acalmar. Quando voltar, finja que está assistindo a um filme sobre a sua família. “Você já viu esse filme, conhece bem o roteiro”, diz ela. “Afaste-se do ambiente emocional em vez de se envolver na dramaticidade.” 

 

Fonte: Revista Seleções Reader's Digest Brasil , 3 de dezembro de 2013. Veja mais no link abaixo: http://www.selecoes.com.br/fim-de-ano-sem-estresse#sthash.Q13effnY.dpuf

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