Oncologista fala da importância da prevenção contra a doença

Da Marie Claire


nova campanha de Marie Claire é em apoio ao Outubro Rosa, movimento mundial que conscientiza as pessoas da prevenção do câncer de mama.

A revista conversou então com a médica Carolina Rutkowski, oncologista da Oncomed de Belo Horizonte, que falou sobre os fatores que as mulheres devem ficar de olho para prevenir a doença:


- Sexo feminino (apesar de homens também terem, o número é de 1 homem para 100 mulheres).
- Idade;
- História familiar positiva;
- História pessoal de câncer de mama;
- Radioterapia prévia em região do tórax, especialmente se antes dos 30 anos;
- História menstrual: mulheres que tiveram sua primeira menstruação antes dos 12 anos e ou entraram menopausa após os 55 anos;
- História reprodutiva: Mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 30 anos, e ainda as que não amamentaram;
- Uso de reposição hormonal (principalmente com estrogênio e progesterona associados);
- Obesidade, especialmente na pós-menopausa;
- Ingestão regular (mesmo que moderada) de álcool;
- Presença de mutação genética (incluindo BRCA1, BRCA2 , entre outros).

Muitos desses fatores não são modificáveis. Por exemplo, as mulheres não têm como parar de envelhecer, mudar a história familiar ou interferir na idade da primeira menstruação.

Segundo a médica, evitar a obesidade através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos e evitar bebidas alcóolicas são recomendações importantes na prevenção primária da doença. Por outro lado, a prevenção secundária, que significa garantir o diagnóstico precoce da doença, aumentando assim as taxas de cura, tem enorme valor no controle do câncer de mama.

Com este objetivo, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que todas as mulheres realizem a mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Além disso, Carolina alerta para os grupos de risco da doença:

- Pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama antes dos 50 anos de idade;
- Mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário, em qualquer faixa etária;
- História familiar de câncer de mama masculino;
- Mulheres com diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ.

A oncologista explica também que, embora profilática, a mastectomia feita por Angelina Jolie para evitar o câncer não serve para todas as mulheres. "Sabe-se que, de todos os cânceres de mama, apenas 5 a 10% tem origem genética".A especialista explica, ainda, que a frequência populacional estimada de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 é menor do que 0,1%. "Ou seja, é muito rara na população em geral! Sendo assim, a maioria dos especialistas concorda que a cirurgia deve ser indicada somente quando a história familiar segue um padrão que sugere a possível presença da mutação".

As famílias consideradas de alto risco são aquelas que apresentam:

- múltiplos casos de câncer de mama e ovário (muitas vezes em idade precoce);
- um membro da família portador de dois ou mais tipos de câncer (câncer de mama bilateral, ou câncer de mama e ovário, por exemplo);
- casos de câncer de mama masculino.

Fonte: da Marie Claire, por |Igor Zahir. Link da matéria na íntegra: http://revistamarieclaire.globo.com/Comportamento/noticia/2013/10/cancer-de-mama-conheca-os-grupos-de-risco-e-previna-se.html