Economia & Finanças

Economia & Finanças (8)

Terça, 29 Abril 2014 22:14

Inflação da salada dispara com a falta de chuvas

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Alface já subiu mais de 50% desde o início do ano, enquanto o tomate aumentou 40% e a couve 31,8%; inflação acumulada na Grande São Paulo é de 6,4% em 12 meses

 

Do Estadão

 

O custo de vida na Grande São Paulo já acumula alta de 6,4% em doze meses segundo pesquisa da Federação do Comércio de São Paulo.

Pressionados por fatores climáticos, especialmente a falta de chuvas, o setor de alimentos registra alta sazonal de preços acima do esperado por causa da queda na produção e da qualidade ofertada.

A alface, por exemplo, já acumula alta de 50,8% somente neste ano, enquanto o tomate subiu 40%. Outras altas que chamam a atenção no ano foram a da laranja pera (35,4%), couve (31,8%), repolho (29,5%) e cheiro verde (26,8%).

A pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), feita pela Federação do Comércio na área dos municípios da Grande de São Paulo, aponta alta de preços de 0,91% em março. 

Apesar de representar um recuo diante do 1,05% registrado em fevereiro, a taxa é mais de duas vezes e meia maior que a apontada em março de 2013, de 0,36%. 

Além do setor de alimentos e bebidas, que aumentou 1,98% entre fevereiro e março, os grupos de transportes, com alta de 1,69%, e de vestuário, cujos preços subiram 1,19%, foram os que mais contribuíram para o resultado geral. 

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, as condições climáticas desfavoráveis - ausência de chuvas e forte calor - afetaram a qualidade e a quantidade produzida de diversos alimentos in natura, pressionando os valores praticados no mercado.



Transportes. No caso dos transportes, os principais vilões foram os aumentos dos preços de combustíveis, de passagens aéreas e de serviços de manutenção de veículos.

Despesas pessoais e habitação tiveram pouco impacto na inflação geral, com elevações médias no mês de 0,56% e de 0,23%, respectivamente. O segmento de saúde teve aumento de 0,11% e, com variação de apenas 0,07%, os grupos de educação e de artigos do lar permaneceram, em certa medida, estáveis no período. 

Das nove categorias que compõem o CVCS, somente comunicação apresentou queda de preços, de 1,39% no mês.

As classes de renda mais baixas foram as que sofreram os maiores efeitos da inflação de março. Enquanto o custo de vida para integrantes da classe A subiu 0,76%, entre os pertencentes às classes D e E aumentou 1,16% e 1,1%, respectivamente. Já para a classe C, a inflação atingiu 0,93% e para a classe B, 0,78%.

IPV. Pouco acima do porcentual verificado para o CVCS, o Índice de Preços do Varejo (IPV) - um de seus sub indicadores - avançou 1,14% em março. Trata-se da primeira aceleração desde dezembro e conforme previsto pela Federação, a tendência de arrefecimento constatada nos dois primeiros meses do ano poderia não ser mantida, sobretudo com a pressão provocada pela estiagem das lavouras e consequente alta de preços de alimentos in natura.

Os grupos de alimentos e bebidas, com elevação de preços de 2,68%; de transportes, com alta de 1,26%; e de vestuário, cujo aumento atingiu 1,19%, foram os de maior contribuição na composição do IPV. 

Ainda no campo positivo, mas próximas da estabilidade, ficaram as atividades de educação, com crescimento de 0,21%, e de habitação, que registrou variação de 0,08%. Artigos do lar e despesas pessoais praticamente não tiveram alteração de preços, caindo 0,01% e 0,07%, respectivamente. Apenas o grupo de saúde e cuidados pessoais registrou baixa mais significativa, de 0,28%.



IPS. Em março, ao contrário do que aconteceu em fevereiro, quando serviços pressionaram mais a inflação do que produtos, o Índice de Preços de Serviços (IPS), com aumento de 0,66%, ficou bem abaixo do IPV, o que serviu para segurar um pouco uma variação ainda maior do CVCS.

Os segmentos que mais contribuíram para o resultado foram os de transportes, com porcentual de variação de 2,44%; de artigos do lar, com aumento de 1,15%; de alimentos e bebidas, cuja alta foi de 0,95%; e de despesas pessoais, que teve preços elevados em 0,88%. Na atividade de comunicação houve deflação de 1,39%. Para as demais atividades, as taxas de inflação foram de 0,06% (educação), de 0,27% (habitação) e de 0,63% (saúde e cuidados pessoais).

Metodologia. O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. 

A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços e o IPV, 181 produtos de consumo.
 
As faixas de renda variam de acordo com os ganhos familiares: até R$ 976,58 (E); de R$ 976,59 a R$ 1.464,87 (D); de R$ 1.464,88 a R$ 7.324,33 (C); de R$ 7.324,34 a R$ 12.207,23 (B); e acima de R$ 12.207,24 (A). Esses valores foram atualizados pelo IPCA de janeiro de 2012. 

Para cada uma das cinco faixas de renda acompanhadas, os indicadores de preços resultam da soma das variações de preço de cada item, ponderadas de acordo com a participação desses produtos e serviços sobre o orçamento familiar.

Fonte: do Estadão Economia. Link: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,inflacao-da-salada-dispara-com-a-falta-de-chuvas,183259,0.htm

Percentual é menor do que países desenvolvidos, mas maior que Índia.

 

Do G1, por Alexandro Martello

 

Estimativas da H&R Block, empresa que atua na preparação do Imposto de Renda em vários países, mostram que cerca de 13,5% da população brasileira tem a obrigação de entregar a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física – percentual bem menor do que em economias mais desenvolvidas, como Estados Unidos e Canadá, mas maior do que na Índia.

Isso ocorre apesar de a tabela do IR no Brasil estar sendo corrigida, nos últimos anos, abaixo do percentual da inflação – o que contribui, em conjunto com o aumento do emprego e da renda – para aumentar o número de declarantes no Brasil. Em 2012, por exemplo, foram recebidas 25,2 milhões de declarações dentro do prazo, valor que subiu para 26 milhões no ano passado. Em 2014, a expectativa da Receita Federal é de receber 27 milhões de documentos até o fim de abril.

Regras no Brasil
Pelas regras, está obrigado a declarar o Imposto de Renda neste ano, por exemplo, quem recebeu rendimentos tributáveis com soma anual igual ou superior a R$ 25.661,70 no ano passado, ou seja, pouco mais de R$ 2 mil por mês em 2013.

"Quem ganha mais de R$ 2 mil no país hoje? Você olha, nessa população, e tira quem não trabalha, contando crianças. Vai ver que não sobra muito", afirmou o supervisor nacional do IR da Receita Federal, Joaquim Adir.

Segundo ele, os aposentados que têm uma tributação diferente, com limite maior de isenção, o que também contribui para diminuir ainda mais o contingente de declarantes.

Com dependentes, número de envolvidos na declaração sobe
Adir observou, ainda, que quando são contabilizados os dependentes (incluídos na declaração de IR de seus reponsáveis legais), o número de pessoas que estão "dentro" das declarações sobe bastante, passando de 40 milhões.

"Quando você soma esses 27 milhões [obrigados a declarar IR], ali dentro tem muita declaração conjunta. Têm muitos dependentes que ganharam rendimentos e estão lá. Dentro desses 27 milhões, têm mais pessoas. O universo de pessoas envolvidas nisso é significativo. Não tenho dúvida que são mais de 40 milhões de pessoas envolvidas. Eu diria que [40 milhões] é um número até timido, modesto", acrescentou o supervisor do IR da Receita Federal.

Outros países
De acordo com dados da H&R Block, quase metade da população dos Estados Unidos declara Imposto de Renda. Naquele país, 147 milhões de pessoas entregam o documento, ou seja, 46,8% da população total de 314 milhoes de habitantes.

No Canadá, o percentual é maior ainda: 74,7% (26 milhões de pessoas) entregam a declaração do IR anualmente, para uma população total de 34,8 milhões de habitantes.

Na Austrália, mais da metade da população também entrega declaração do IR, ainda de acordo com informações da H&R Block. Em uma população total de 22,6 milhões de pessoas, 12 milhões (53,1%) têm de entregar o Imposto de Renda.

Na Índia, porém, o percentual é bem menor: 3,3% da população tem de entregar o IR. Em uma população total de 1,2 bilhão de habitantes, somente 40 milhões têm de entregar o Imposto de Renda. Mesmo representando uma parcela menor do que no Brasil (3,3%), o número de declarantes supera o da economia brasileira (27 milhões de pessoas).

Do G1, por Gabriela Gasparin

Veja também quem precisa declarar o IR em 2014:

 

Renda
- recebeu rendimentos tributáveis com soma anual igual ou superior a R$ 25.661,70 (valor estimado pelos especialistas, ainda a ser confirmado pela Receita);
- recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil.

Ganho de capital e operações em bolsa de valores
- obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos (recebimento de algum valor na venda de bem ou direito), sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e afins;
- optou pela isenção do IR incidente sobre o dinheiro recebido na venda de imóveis residenciais, desde que o valor da venda tenha sido destinado à aquisição de imóveis residenciais no país, no prazo de 180 dias após o contrato de venda.

Atividade rural
- obteve receita bruta anual em valor igual ou superior a R$ 128.308,50 (valor estimado por especialistas, a ser confirmado pela Receita);
- pretende compensar, no ano calendário de 2013, prejuízos de anos anteriores ou do próprio ano-base (supondo que na atividade rural o contribuinte tenha tido prejuízo, esse valor pode ser usado no ano seguinte para ser abatido na base de cálculo do IR)

Bens e direitos
- tinha, em 31 de dezembro de 2013, a posse ou propriedade de bens ou direitos (inclusive terras) de valor total superior a R$ 300 mil.

Condição de residente no Brasil
- tornou-se residente no Brasil em 2013 e continuava na mesma condição em 31 de dezembro de 2013.

Fonte: Matérias do G1. Links abaixo:

http://g1.globo.com/economia/imposto-de-renda/2014/noticia/2014/04/menos-de-15-dos-brasileiros-declaram-imposto-de-renda.html

http://g1.globo.com/economia/imposto-de-renda/2014/noticia/2014/01/saiba-quem-precisa-declarar-o-imposto-de-renda-em-2014.html

Vendas de produtos para a Páscoa devem subir apenas 3,7%.
Encarecimento do crédito e alta dos preços são principais fatores.

 

Do G1

 

As vendas de produtos para a Páscoa devem crescer 3,7% em 2014, aponta previsão da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgada nesta quarta-feira (26).

A previsão aponta para o pior resultado dos últimos dez anos. Em 2004 as vendas da Páscoa tiveram queda de 4,5%.

No ano passado a data registrou crescimento de 4,9% em comparação a 2012.

O encarecimento do crédito ao consumidor e o comportamento dos preços são os principais responsáveis pela desaceleração nas vendas, diz.

"De acordo com dados de março do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), os produtos e serviços mais demandados durante a Semana Santa acumulam alta de 8,6% nos 12 meses encerrados em março, destacando-se as variações positivas nos preços dos seguintes itens: passagem aérea (+14,8%), cerveja (+11,4%) e pescados (+9,9%)", ressalta a divulgação.

Há, contudo, oscilações menores que o índice: tarifas de pedágio (+0,3%), chocolates (+1,1%) e demais bebidas alcoólicas (+1,8%).

Em comparação ao acumulado nos 12 meses encerrados em março de 2013, os itens de maior demanda durante a Semana Santa subiram 7,5%.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/03/vendas-de-produtos-para-pascoa-devem-subir-37-em-2014-diz-cnc.html

Sexta, 14 Março 2014 14:15

SP aposta no sucesso dos 'food trucks'

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Prefeitura vai definir regras de nova lei dos 'restaurantes móveis'.
Apenas uma das franquias já tem 17 investidores aguardando sinal verde.

 

Do G1, por Paulo Toledo Piza

 

Pequenos caminhões ou van especializados em servir hambúrgueres gourmets, massas, docinhos, yakissoba, kebabs ou salgadinhos aguardam apenas uma canetada na burocracia da Prefeitura para ocupar as ruas de São Paulo. Os empreendedores apostam na versatilidade e na maior margem de lucro sem os custos de aluguel para investir até R$ 300 mil em um veículo equipado.

A  lei, aprovada pela Câmara e já sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT), depende apenas de regulamentação. A primeira previsão era que as normas fossem divulgadas até o fim de fevereiro pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Empresários e franqueados ansiosos apostam em normas simples e acreditam que São Paulo, a capital brasileira da gastronomia, se tornará a metrópole do "food truck". Em apenas uma empresa especializada em salgadinhos há 17 franqueados aguardando o sinal verde da administração municipal.

Até agora, barracas e vans de alimentos atuam de forma irregular na capital paulista. A nova lei deve colocar ordem na casa: os donos dos "food trucks" e das barraquinhas terão de se cadastrar na Prefeitura para conseguir uma licença, saber endereços e horários de funcionamento permitidos, além de se submeterem à fiscalização e pagar impostos.

Apesar de todas essas obrigações, empresários e chefs ouvidos pelo G1 disseram ter grande interesse por esse tipo de comércio. Se depender deles, áreas comerciais como a Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini devem ser disputados por especialistas em diversos tipos de culinária. “O céu é o limite”, disse o empresário e DJ Alan Liao, de 27 anos, dono do Temaki Navan.

O jovem teve a ideia de criar uma van de comida japonesa após viver em Nova York, a “Meca da street food”. “Comia muito na rua. Tinha comida mexicana, coreana, japonesa, churrasco grego, etc”, disse.

Chef Gonzales mostra uma de suas 'criações' (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Chef Gonzales mostra uma de suas 'criações' (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Para ele, o ritmo frenético de São Paulo e dos paulistanos tem potencial de fazer com que todas essas culinárias deem certo. “Nas cidades grandes, a tendência da população é ter menos tempo de se alimentar em restaurante. Esses veículos surgiram para oferecer comida boa e rapidamente.”

Apesar dos impostos e da fiscalização, a lei trará vantagens tanto para quem quer abrir um negócio como para quem já tem um comércio de alimentos informal.

“O comerciante não ficará sujeito à apreensão de mercadorias”, disse ao G1 o autor da lei, vereador Andrea Matarazzo (PSDB). “A lei também é fomentadora de empreendedorismo na cidade.”

Números do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) indicam que o setor de alimentação é o que mais atrai empreendedores. Estudo de 2012 do órgão indica que 140.910 das 728.077 micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas voltadas para serviços são de alimentação. Isso representa 19,4% de todas as MPEs de serviços.

Vantagens
Uma dessas empresas é a Buzina Food Truck, dos chefs Márcio Silva e Jorge Gonzalez. Desde dezembro do ano passado, a dupla estaciona seu furgão em locais privados para servir hambúrgueres gourmet (entre eles, um sanduíche com carne de terrine de foie gras curado) e pratos como cuscuz marroquino e ragu de chorizo espanhol.

Os “truckeiros”, como são chamados os donos desses veículos, apontam como vantagem da comida de rua a proximidade com o público. Gonzales considera que esse contato direto faz da experiência gastronômica algo mais prazeroso, principalmente para quem faz a comida. “[Em restaurante] você fica na cozinha o tempo todo, só serve prato, faz prato, e não sabe para onde a sua comida vai”, disse.

Filho de cubanos e de nacionalidade norte-americana, o chef tem vasta experiência em estabelecimentos de alta gastronomia: já trabalhou em badalados restaurantes, como os londrinos The Ledbury, St. Johns e Racine e o brasileiro D.O.M. “O 'food truck' é baseado em interação com o público. Num restaurante você fica afastado das pessoas.”

Montagem de food truck: preços podem chegar a R$ 300 mil (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Montagem de 'food truck': preços podem chegar a R$ 300 mil (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

A economia no aluguel é outro benefício. “Nos últimos dois e três anos, houve aumento de 50% a 60% no preço dos aluguéis. Isso roubava muito da lucratividade”, disse o empresário Gustavo Ely Chehara, dono da Salgado Mania.

“Como ele não terá o aluguel, isso faz do negócio algo altamente lucrativo, chegando a até 25% do faturamento.” A rede de "food trucks" de salgadinhos já tem 17 franqueados, que só aguardam a regulamentação para sair pelas ruas da capital.

Como nem tudo são flores, os empresários também indicam os pontos negativos desse negócio. “Ser móvel te deixa bastante inseguro. Se chover, você não pode sair e vender. Acabou a gasolina, deu pane elétrica, qualquer tipo de problema pode acabar com o movimento do seu dia”, alerta Gonzales.

Um ponto da nova lei que é alvo de reclamações é a limitação de pontos de venda. Ao contrário do que ocorre com os veículos de comida atualmente, cujos donos têm liberdade para escolher os lugares onde vão comercializar seus alimentos, com a nova lei haverá a delimitação do ponto de venda.

“Não poderão circular pela cidade. Os locais e os horários serão definidos e publicados no Diário Oficial”, explicou o vereador Andrea Matarazzo.

Críticos alegam que a graça do "food truck" está, justamente, no fato de, estando sobre quatro rodas, poderem ir até o cliente em qualquer ponto da cidade. O medo de empresários desse ramo é o mesmo dos que querem abrir um restaurante: a falta de movimento. O temor é justificado: segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a taxa de mortalidade de estabelecimentos do setor é de 35% no primeiro ano e de 50% no segundo.

Para vencer essa barreira, Chehara apresenta uma solução: aproveitar lugares privados, como estacionamentos e postos de gasolina. “Posto não vive de aluguel como shopping. O aluguel de sete metros quadrados lá não é tão caro quanto num shopping.”

Segundo o presidente da Abrasel, Joaquim Saraiva, a lei será favorável para quem quer começar um novo negócio. A pessoa, porém, precisa estar ciente de que terá de abrir uma empresa, pagar impostos e arcar com vistorias. “O que queremos é que a lei seja regularizada e cumprida. Que os 'food trucks' sejam tão fiscalizados quanto um restaurante normal.”

O temor da associação é que esses veículos disputem diretamente a clientela de estabelecimentos tradicionais. “Pior. Imagine se um carrinho abre na frente do restaurante e os clientes de lá decidem usar o banheiro do restaurante. Vai causar mais prejuízo ainda.”

Preços
Para montar um "food truck" ideal, o empresário deve, inicialmente, pesquisar eletrodomésticos compactos e veículos. Vans e kombis são bastante utilizadas e servem bem para alguns tipos de alimentos, como cachorros-quentes, temakis, pastéis, sanduíches e salgados. Comidas mais elaboradas exigem espaços maiores, com mais equipamentos.

Para o DJ Liao, do Temaki Navan, o interessado não deve poupar na hora de comprar o veículo. “Tem que pensar que o carro é a sua empresa. Se para, não é o carro da empresa que deixa de rodar, mas sua empresa que não vai funcionar.” Uma van zero km não custa menos que R$ 100 mil. O valor exclui os equipamentos, que podem variar de R$ 80 mil a R$ 150 mil, segundo especialistas.

Caso não queira pesquisar, hoje há empresas que criam o veículo a pedido do freguês. É o caso da Ice Box, que tem opções prontas que variam de R$ 150 mil a R$ 300 mil. Segundo Fernando Mincarone, sócio-proprietário da empresa, a nova lei será uma boa oportunidade para quem quer abrir seu próprio negócio. “Estou com mais de 70 contatos de clientes que orçaram”, disse.

Por enquanto, a procura maior é por quem quer vender comida japonesa. “Mas já nos procuraram pessoas interessadas em vender massas, sucos naturais, culinária vegana, comida mexicana, sanduíches diferenciados, com recheios de cordeiro e cupim, e o

próprio hot dog.”

Food truck sendo montado em oficina na Zona Norte de São Paulo (Foto: Paulo Toledo Piza/G1) 'Food truck' sendo montado em oficina na Zona Norte de São Paulo (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Critérios para relações de dependências são definidos pela Receita

 

Do G1

 

Para a Receita Federal, nem toda pessoa que é auxiliada financeiramente pelo contribuinte pode ser considerada dependente para efeitos de declaração do Imposto de Renda. Por isso, é importante tomar alguns cuidados na hora do preenchimento do programa.

Um sobrinho ou o filho da empregada, por exemplo, quase nunca podem ser incluídos na declaração como dependentes, salvo nos casos em que se tem a guarda judicial ou comprovação relação de dependência (Veja ao final desta reportagens os requisitos).

Esposa, marido, pais, avós e sogros podem ser declarados dependentes, mas é preciso atenção para o rendimento anual deles, pois dependendo do dinheiro que eles receberam, pode não valer a pena inclui-los na mesma declaração.

“Só costuma ser vantajoso incluir dependentes na declaração quando o contribuinte não tem renda tributável, ou seja, sua declaração é isenta”, orienta o diretor da consultoria Direto Contabilidade, Silvinei Toffanin.

Filhos ou enteados bancados pelos pais podem entrar como dependentes na declaração até a idade de 24 anos – sendo que entre 21 e 24 anos, somente se estiverem cursando ensino técnico ou faculdade.

A principal vantagem da inclusão de dependentes é poder abater da base de cálculo do IR despesas como mensalidades escolares, gastos com planos de saúde e despesas médicas.
“Ao incluir dependentes, o contribuinte terá deduções no momento de acertar as contas com o leão. No ano-calendário de 2013, a dedução por dependente era de R$ 2.063,64 e em 2014 passa a ser de R$ 2.156,52”, explica o analista da Crowe Horwath Macro, Daniel Nogueira.

A analista Meire Poza, Gestora da Arbor Contábil, lembra que os pais de 1ª viagem já podem se beneficiar da dedução mesmo que nos casos em que não se tenha despesas do filho a serem abatidas.

“O desconto já é válido mesmo que o bebê tenha nascido no dia 31 de dezembro”, destaca. A especialista explica, porém, que o desconto é feito na base de cálculo do IR e que o valor pago a menos vai variar sempre de acordo com os rendimentos tributáveis do contribuinte.

Vale lembrar que o contribuinte não pode informar uma pessoa como dependente quando ela já consta como dependente em outra. Um filho, por exemplo, não pode aparecer como dependente na declaração, em separado, do pai e na da mãe. Da mesma forma, dois irmãos não podem colocar, no mesmo ano, os pais como dependentes.

Nos casos em que marido e mulher trabalham e possuem renda fixa, a recomendação dos analistas é que o dependente seja incluso na declaração de quem ganha mais. Isso, mesmo que os pais dividam todas as despesas.

O programa disponibilizado pela Receita para a declaração costuma trazer a lista de quem pode e quem não pode ser incluso como dependente.

Critérios:
Para ser considerado dependente na declaração do Imposto de Renda 2014 é preciso atender algum dos seguintes critérios:

•         Companheiro (a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, ou cônjuge;
•         Filho (a) ou enteado (a), até 21 anos de idade, ou, em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
•         Filho (a) ou enteado (a), se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, até 24 anos de idade;
•         Irmão (ã), neto (a), bisneto (a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, até 21 anos ou em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
•         Irmão (ã), neto (a) ou bisneto (a), sem arrimo dos pais, com idade de 21 anos até 24 anos, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os 21 anos;
•         Pais, avós e bisavós que tenham recebido rendimentos tributáveis ou não, até o limite previsto na Legislação do Imposto de Renda;
•         Menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial;
•         Pessoa absolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador.

 

Fonte: do portal G1, SP por Darlan Alvarenga.

Link da matéria: http://g1.globo.com/economia/imposto-de-renda/2014/noticia/2014/03/saiba-quem-pode-entrar-como-dependente-na-declaracao-do-ir.html

Do G1, a matéria é dos colunistas  Altieres Rohr e Helton Simões Gomes, em SP

 

O programador André , de 30 anos, levou seu Honda Fit a uma oficina de Belo Horizonte para uma revisão mecânica que custou R$ 430. Para quitar a fatura, André não usou cartão de débito ou crédito, cheque ou mesmo dinheiro vivo. O pagamento nem foi feito exatamente em reais. Diego, o dono da concessionária, recebeu um total de 0,22 bitcoins, a moeda virtual mais conhecida da internet e que pode ser um modelo para uma revolução nos meios de pagamentos e recebimentos em todo o mundo.

A transação só foi concretizada após uma conversa demorada, pois houve desconfiança do estabelecimento do Diego.

"O que ajudou muito foi que [o dono da oficina] podia receber na conta bancária dele em dinheiro", diz André.

Mas por que então não fazer uma simples e usual transferência bancária? Justamente porque, respondem os defensores e entusiastas do bitcoin, não há bancos como intermediários. A moeda que só existe no ambiente virtual foi criada há apenas 4 anos e circula por meio de transações entre "carteiras" que existem nos computadores dos usuários. Também não há controle de nenhum banco central do mundo. Para especialistas, o bitcoin pode não durar, mas seu modelo deve permanecer.

Reza a lenda – e tudo realmente indica que seja somente uma lenda – que tudo começou com um japonês chamado Satoshi Nakamoto, com 37 anos na época. Ninguém nunca o viu pessoalmente e acredita-se que ele represente um grupo do setor financeiro europeu. O enigmático "criador" do bitcoin é também o maior detentor da moeda no globo: com mais de 1 milhão de BTCs, a fortuna virtual do "suposto" Nakamoto poderia valer mais de US$ 1 bilhão (R$ 2,35 bilhões). Curiosidade: o significado do nome Satoshi, em japonês, é "sábio".

Em janeiro, a revista "Bloomberg Businessweek" perguntou: "Por que investidores estão tão loucos por uma moeda alternativa criada por um fantasma?" Em um recente relatório para investidores, o tradicional Bank of America respondeu: "Acreditamos que a moeda possa se transformar em um grande meio de pagamento para o comércio eletrônico e se tornar uma séria competidora a instituições de transferências tradicionais". E Ben Bernanke, que acaba de deixar a presidência do poderoso Federal Reserve, o banco central dos EUA, deu uma bênção cautelosa: "Talvez seja uma promessa a longo prazo".

Já os governos da China e da Tailândia proibiram o bitcoin. O motivo oficial é o temor de que a moeda seja usada em lavagem de dinheiro. Sua ampla utilização na "Silk Road" (Rota da Seda), um "esconderijo" na internet onde se comercializavam drogas e armas, também deu uma pinta marginal à moeda, o que vem causando problemas para o avanço do bitcoin. No final de janeiro, o vice-presidente da fundação Bitcoin deixou o cargo após ser preso acusado de lavagem de dinheiro e de ligações com a Rota da Seda. A Apple retirou sem explicações um aplicativo de carteira digital de sua loja virtual.

O Banco Central brasileiro declarou em nota ao portal G1 que o assunto não tem importância no momento. "A própria lei estabelece que sejam regulados apenas os arranjos de pagamentos que, segundo avaliação técnica, possam ter importância sistêmica. O BC analisou o emprego de bitcoins e, por ora, considera que ele não é de relevância para o sistema financeiro brasileiro".

Há vantagens e também riscos no bitcoin, e alguns comerciantes brasileiros estão começando a despertar para o seu uso. A mais visível delas é conseguir fugir das taxas de bancos e de operadoras de cartão. A adoção como meio de pagamento já ocorre no Brasil por 27 estabelecimentos comerciais, de acordo com o Coin Map – serviço que reúne lugares que se dispõem a receber pagamentos dessa forma. No total, já são mais de 2,6 mil em todo o mundo. A Campus Party Brasil em São Paulo, evento já tradicional voltado à tecnologia, teve um caixa eletrônico para troca de reais pela nova moeda.

Sem taxa de serviço
Transferir bitcoins atualmente não custa nada. Esse cenário torna a moeda atrativa para quem precisa enviar dinheiro de um país para outro, processo em que taxas bancárias e de câmbio inflam os custos. Já existem brasileiros donos de hostels, lojas de suplementos vitamínicos, bares e até profissionais como taxistas e chaveiros que fazem suas transações com bitcoins. Em Santos, no litoral de SP, um apartamento de 90 m² (com três quartos e dois banheiros) é vendido por US$ 250 mil (R$ 598,5 mil). O empresário Rodrigo Souza, que mora em Nova York, aceita apenas a nova moeda como forma de pagamento.

Adepto do bitcoin há cerca de dois meses, o Caracol Hostel de Florianópolis recebeu pela estadia de um hóspede alemão o valor de R$ 240, pouco menos de 0,1 BTC na época. Outros dois turistas da Polônia entraram em contato com o estabelecimento, fizeram reservas para se hospedar no local e avisaram que pagarão com bitcoins.

"Por que a gente não deveria aceitar?", pergunta Enzo Baldessar, funcionário do hostel responsável pela implantação. "As operadoras de cartão de crédito cobram 5%. Em uma operação recente, um cara mexeu US$ 150 milhões (R$ 359 milhões) sem pagar nada de tarifa. É muito eficiente. Quanto ele não pagaria se fizesse uma operação interbancária? Seria dinheiro jogado fora."

O bar e bicicletaria Las Magrelas, de São Paulo, entrou para o time pró-bitcoin relativamente cedo, em maio de 2013, e já registrou sete transações com a moeda. "Isso vai bombar a qualquer momento", diz Talita Noguchi, de 27 anos, uma das proprietárias. "É absurdamente simples. Quando você vê o negócio acontecendo, percebe como é fácil. É meio sem sentido as pessoas terem medo, porque ainda por cima é superseguro."

Com clientes fora do país, o escritório de design Modern Lovers, também de São Paulo, adotou o bitcoin em outubro do ano passado, quando recebeu o equivalente a US$ 6 mil (R$ 14,3 mil) na nova moeda para criar uma identidade visual de lâmpadas de LED carregadas com energia solar. O serviço foi encomendado por um australiano que chefia a subsidiária de uma firma do Reino Unido na África do Sul.

"A gente passou a usar bitcoin porque a gente recebia via banco. Além de demorar dias, recebendo US$ 100 ou US$ 1 mil vão cobrar aquelas taxas gigantes", afirma Fabrício Bellentani, um dos sócios do escritório. "Mas ainda são muitos poucos os clientes que usam e têm essa noção".

1 bitcoin = R$ 1,9 mil
É bom lembrar que as transações via bitcoin, apesar de não terem o registro de instituições financeiras, constituem comercialização de bens e, sem declaração à Receita Federal, podem representar fraude.

Além disso, há os riscos envolvidos: uma das preocupações de economistas é a volatilidade da moeda virtual. Um bitcoin valia US$ 0,01 em 2011, e sua cotação já atingiu US$ 880 (R$ 1,9 mil), o que mantém alguns comerciantes com um pé atrás. "Transformo isso em real quase imediatamente [para evitar problemas]", diz Talita, do bar Las Magrelas, entusiasta da moeda.

Baldessar, do hostel de Florianópolis, afirma que, "por ser uma novidade ainda, existe uma grande volatilidade nos preços do bitcoin, por isso é interessante para o lojista e para o cliente fixarem o valor a ser pago em real e depois fazer a conversão para a nova moeda. Acredito que, quando o mercado estiver mais maduro, esse procedimento não será necessário. Os preços poderão ser fixados diretamente em bitcoin".

Já o analista de sistemas Felipe Micaroni Lalli pensa de forma bem diferente. "Para mim, essa é uma forma de poupança, armazenamento de valor, assim como o ouro. É uma forma de fugir da volatilidade, inflação e incerteza estatal. Eu não confio no governo, então não vou manter meu dinheiro em uma moeda emitida e controlada por alguém que eu não confio."

O administrador de sistemas Dâniel Fraga resume três possíveis usos para o bitcoin: moeda de troca, meio de pagamento, e investimento ou poupança. Mas há outros empregos possíveis, até alguns que não envolvem a moeda em si. Em maio de 2013, um programador argentino sugeriu que o sistema seja usado para confirmar a existência e a integridade de documentos em um determinado momento – algo como um "serviço notarial" digital. Um serviço assim hoje depende de certificados que custam cerca de R$ 300. "Imagine as inúmeras possibilidades do bitcoin que ainda não foram sequer exploradas", avalia Fraga.

E os gigantes dos atuais meios de transação eletrônica, como será que veem o bitcoin? Para Edward McLaughlin, diretor de pagamentos emergentes da MasterCard, a utilização que é dada à moeda hoje e seu caráter anônimo fazem com que a empresa, por meio de suas políticas, não a inclua em seu circuito. "Se e quando [o bitcoin] se tornar parte do sistema regulatório aceitável, nós saberemos como tratá-lo da mesma forma que tratamos as várias moedas com que trabalhamos hoje", disse o executivo ao G1.

Sem mediação de governos
Para o professor Pedro Duarte Garcia, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), o bitcoin não se diferencia muito de outras moedas sob o ponto de vista monetário.

"É uma moeda virtual que, como qualquer moeda atual hoje no mundo, é baseada na confiança. Ela funciona e é usada enquanto todo mundo que usa acredita que ela funciona. Isso é comum a qualquer moeda que a gente carrega no bolso."

Além disso, o bitcoin não passa pelo sistema bancário e, por isso, não é regulado por nenhuma autoridade, o que gera preocupação em alguns países. Assim, organizações que tiverem suas economias bloqueadas por pedidos de governos – como o WikiLeaks, empresa que já teve interrompido o acesso à sua conta bancária – podem se beneficiar das facilidades de transferências de dinheiro entre países ao não passarem pelos sistemas convencionais.

"A atividade econômica não vai ser atingida por uma mudança. Mas quem sofre diretamente o impacto disso é o governo, porque a capacidade de arrecadação diminui, já que há uma série de impostos que dependem do sistema bancário ou de um sistema que conte com o CPF da pessoa, o que deixa de existir. [Isso] Gera desafios para o governo, e o governo pode ter impacto sobre a economia, porque compra bens na economia, oferece bens, participa das atividades".

Na onda do bitcoin, mais de 200 moedas virtuais surgiram, aumentando a pressão sobre as autoridades financeiras e sobre empresas que lidam com dinheiro. "O bitcoin e outras moedas virtuais, se vierem para ficar, e não é claro que isso vá ocorrer, vão gerar uma série de desafios que a gente vai ter que enfrentar e com os quais não estamos acostumados", diz Garcia.

A dificuldade de gerar bitcoins preocupa alguns entusiastas da moeda, que acreditam que seu valor, que já flutua em R$ 2 mil, só tende a subir. Por esse motivo, uma alternativa mais barata já foi criada: o litecoin.

Ao contrário do bitcoin, que usa o ouro como símbolo, o litecoin usa a prata. Em vez de cálculos que demoram cerca de 10 minutos para validar uma transação, o litecoin demanda 2 minutos e meio. O total de litecoins gerado será de 84 milhões, quatro vezes mais que de bitcoins. Dessa forma, o litecoin sempre valerá menos, servindo em especial para transações menores.

Em meio a incertezas sobre a cotação e a origem das novas moedas virtuais, quem já está nessa não diminui a empolgação. "O bitcoin é a maior invenção desde a internet, é uma tecnologia, um protocolo que já foi inventado e é útil. E não tem como desfazer uma invenção genial", afirma o analista de sistemas Felipe Micaroni Lalli.

Fonte: do portal G1. Link da matéria no portal G1: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2014/02/moeda-virtual-bitcoin-comeca-ganhar-espaco-no-comercio-brasileiro.html

Dólar subiu 15% em 12 meses e fez aumentar vinho e outros importados

 

Do G1

 

As mesas das festas neste fim de ano devem ter um pouco menos de vinho, bacalhau, frutas secas, azeites, conservas e outros produtos importados. A ceia mais modesta é resultado da alta de até 15% no preço desses produtos, por conta da valorização do dólar frente ao real, segundo a Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Bebidas e Alimentos (Abba).

Alta de preços dos produtos importados na ceia

Frutas secas

15%

Azeitonas e azeites

10%

Bacalhau

10%

Vinhos

De 10% a 15%

Fontes: Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Bebidas e Alimentos (ABBA) e Casa Patriarca

Desde o fim de 2012, o dólar subiu mais de 15%, saindo do nível dos R$ 2,00 para R$ 2,30, o que impacta diretamente o preço dos itens mais procurados nesta época das festas.

Economia em 2014
Como é difícil fazer trocas quando se trata de produtos típicos, a alternativa é pesquisar preços em diferentes lojas ou tentar diminuir a quantidade de produtos importados consumidos, para manter os gastos.

No caso dos vinhos, podem-se buscar marcas mais baratas para substituir as de costume, para não elevar o valor. Ou, para quem viaja, é possível trazer bebida de fora. Já para as frutas secas e azeites, o jeito é pesquisar em diferentes lojas.

Para quem não abre mão de manter os gastos da ceia, seja por tradição, seja por prazer, há a alternativa de reduzir outras despesas, como contas de água e luz, orienta o educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

“Você pode fazer uma troca. Não adianta ser avarento – se é um prazer, você tem que manter. Mas pode buscar aquilo que é repetitivo e o excesso de 20% nos gastos que toda família tem. Tenho certeza de que temos muito mais exageros e desperdícios do que o valor que a gente gastaria (com a alta de produtos na ceia)”, diz.

Domingos defende que as pessoas aproveitem a necessidade de reduzir os gastos nas festas para inspirar uma economia em 2014, ano em que ele prevê um aumento de preços em geral. “2014 será de muito arrocho financeiro. Aproveite o aumento de gastos da ceia para já projetar a economia que será necessária para o ano que vem. Aí vão ver como é possível achar economia de até 30% em tudo o que consumimos”, afirma.

Produtos importados pela Casa Patriarca subiram cerca de 10% neste ano por conta do dólar. (Foto: Divulgação/Casa Patriarca)Produtos importados pela Casa Patriarca subiram
cerca de 10% este ano por conta do dólar
(Foto: Divulgação/Casa Patriarca)

Alta de até 15%
“Os vinhos subiram entre 10% e 15%, alguns mais, outros menos, dependendo das negociações que as importadoras conseguiram fazer com as marcas. Tanto o euro quanto o dólar subiram, então a alta foi por igual nos importados”, diz Adilson Carvalhal Junior, presidente da Abba, que vende para os supermercados.

Ele aposta que vai haver uma mudança no portfólio das importadoras em 2014, para uma adequação que ele vê como uma “mudança de nível do dólar”. “É mais ou menos dar um 'downgrade' (redução de nível), de trazer vinhos de R$ 200 para R$ 70. Isso deve reduzir o portfólio para se adaptar ao novo cenário de oferta. A gente vai ter de entender o que o consumidor quer”, afirma Carvalhal Junior.

Um maior preço de importados, o endividamento e menores opções de gastos também devem levar as empresas a avaliar se vale a pena continuar vendendo os mesmos produtos.

Importador há 25 anos de bacalhau, azeitonas, conservas, frutas secas e azeites de países como Argentina, Espanha, Portugal, Itália e Peru, Marcelo Burjato, da Casa Patriarca, em São Paulo, diz que o aumento de preços dos produtos, que ele estima em 10%, começou durante o ano e se intensifica nesta época.

Produtos importados usados na ceia estão até 15% mais caros neste ano. (Foto: Divulgação/Casa Patriarca)Produtos importados usados na ceia estão até
15% mais caros este ano (Foto: Divulgação/Casa
Patriarca)

“Como fazemos parte da cadeia de abastecimento, notei que caiu o volume de compra das redes. Com o poder de compra maior e a demanda maior no fim de ano, a tendência é aumentar o preço (desde a distribuição até o consumidor). Não tem tanto produto para abastecer o mercado”, diz Burjato.

Impacto nas vendas
Além de tomar um espaço maior do bolso do consumidor, o aumento dos preços deve tornar menor o resultado das empresas. Na Casa Patriarca, ao contrário do que esperava, Burjato percebe que deve haver uma queda de 5% nas vendas, apesar de ter reduzido a margem de lucro da empresa. A Abba também prevê uma redução nas vendas de vinhos após a queda de 5% a 10% na importação.

Já os supermercados esperam uma alta de 10% nas vendas dos importados, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Fonte: do G1, SP por Simone Cunha - http://g1.globo.com/natal-e-ano-novo/2013/noticia/2013/12/ceia-pode-ficar-ate-15-mais-cara-com-alta-do-dolar.html

Do R7

 

O Natal não seria o mesmo para o comércio sem a figura do Papai Noel. A grande procura dos shoppings centers e de empresas por um homem que dê vida ao personagem faz com que os salários dos bons velhinhos cheguem a R$ 15 mil. Além disso, muitos deles recebem cachês extras para entregar presentes na noite de Natal

Uma pesquisa da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) mostra que devem ser contratados 135.450 funcionários temporários neste ano, um aumento de 5% sobre o Natal de 2012. De acordo com o CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador), neste ano, foram abertas mais de 300 vagas de trabalho para Papais Noéis, Mamães Noéis e Noeletes. Os profissionais, que já estão trabalhando, foram selecionados em outubro

O CST afirma que os trabalhadores que procuram uma vaga como Papai Noel, Mamãe Noel ou noelete devem ficar atentos às seleções e cursos que acontecem normalmente no fim de setembro e início de outubro

O Papai Noel João L. R., de 61 anos, é um desses profissionais. Ele vai trabalhar em um shopping  na Grande São Paulo. É o segundo ano que ele trabalha como Papai Noel em shopping

Segundo o CST, homens com barbas brancas originais são mais valorizados e chegam a receber R$ 15 mil para trabalhar por cerca de um mês e meio (45 dias)

De acordo com o CST, é comum que os Noéis recebam esse tipo de convite e que, em média, o valor pago para o cachê de uma hora em empresas fica em R$ 250

As mulheres não ficam de fora nas contratações natalinas. Segundo o CST, as Mamães Noéis e as noeletes recebem até R$ 6.000 pelo período de fim de ano

Uma forma para conseguir esses trabalhos é participar dos cursos e oficinas para os profissionais. Neste ano, o CST formou três turmas em uma oficina gratuita que durou 16 horas, divididas em quatro dias

Fonte: do R7 - http://noticias.r7.com/economia/fotos/um-mes-antes-do-natal-papai-noel-fatura-ate-r-15-mil-por-trabalho-25112013#!/foto/1